Mulher executiva, em representação ao empoderamento feminino ao telefone.
Quem nunca ouviu sobre empoderamento feminino? O movimento que busca tratamento igualitário entre homens e mulheres já é uma realidade. Sob essa ótica, a mola propulsora é a liberdade e a inserção da mulher no mercado de trabalho, em iguais condições e salários deferidos aos homens.
Nesse sentido, após muita luta para receber tratamento igualitário, nota-se que a mulher atualmente alcançou maior autonomia. Direito a voto, liberdade de expressão, suas ideias, posicionamentos e até mesmo seu corpo, outrora sufocados, encontram-se hoje na autonomia da mulher.
Dessarte, o empoderamento e a valorização da mulher na sociedade brasileira é fato notório. Entretanto, apesar de várias batalhas ganhas, a cultura machista ainda se encontra enraizada em nosso país e a luta por respeito e iguais condições de trabalho tem que continuar.
A ideia de sexo frágil ainda permeia o subconsciente da sociedade. Especialmente no Brasil, imagina-se que a mulher deve ser submissa ao homem, seja pai ou marido. Até mesmo involuntariamente essa cultura misógina ainda vive.
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O que pode parecer óbvio, na verdade não é. Em nossa sociedade a cultura machista não está associada exclusivamente a conduta masculina. Nessa perspectiva, as mulheres também podem se comportar ou ter atitudes que endossam a cultura machista.
O empoderamento feminino foi durante muito tempo boicotado pelas próprias mulheres, através da crença no patriarcalismo como modelo de vida perfeito. Desse modo, ainda é comum ver mulheres que internalizam todo discurso negativo sobre a respeito de si mesma ou de outras mulheres.
A mulher que não trabalha para auferir renda própria, e, cujo marido é única fonte de renda da família, está naturalmente mais suscetível à submissão, infelizmente. Em razão de sua dependência financeira, a mulher tem medo de terminar seu relacionamento, muitas vezes, já falido.
O debate a respeito da importância do empoderamento feminino, tem tornado a existência desse tipo relacionamento mais raro.
Com certeza esse é um dos principais motivos que leva uma mulher a se manter num relacionamento abusivo, sobretudo, quando existem os filhos.
Diversos são os casos em que a mulher, de tanto ouvir de seu companheiro que é incapaz de se manter, assimila aquilo como algo verdadeiro. Dessa forma, elas têm medo de se aventurar em qualquer que seja o emprego ou empreendimento, conduta que a aprisiona ainda mais, ao relacionamento abusivo.
Outra situação corriqueira ocorre quando a mulher é de classe social elevada e não possui renda suficiente para manter o mesmo padrão depois do divórcio. O receio de abdicar do luxo e não ter condições de manter o padrão faz com que elas se mantenham num relacionamento infeliz.
Se a mulher está inserida no mercado de trabalho, a ponto se ser capaz de prover o próprio sustento, é sem dúvida, algo que torna a mulher mais segura quando decide que um relacionamento chegou ao fim.
A naturalização do divórcio, sobretudo por não discutir mais a culpa dos cônjuges na separação, certamente foi uma importante conquista para que as mulheres se sentissem seguras ao por fim em relacionamentos fracassados.
É imprescindível que todas as mulheres saibam, tenham consciência, de que a extinção do vínculo conjugal (divórcio) independe da permissão de seu companheiro, ou de qualquer outra pessoa. É um direito que não admite contestação, por vezes declarado de maneira compulsória..
Sabe-se que o empoderamento feminino é um termo que vem ganhando visibilidade nos últimos anos. Surgiu com o encorajamento das mulheres que, historicamente, travaram batalhas pela conquista de direitos e condições iguais aos dos homens, galgando posições de liderança na sociedade.
Outrora, às mulheres não era dado espaço para que pudessem demonstrar suas habilidades e competências, hoje, a base de muita luta, elas conseguiram provar para alguns que são capazes de realizar trabalhos antes dominados apenas por homens.
A verdade é que nossa sociedade ainda é machista e discriminatória, mas, pouco a pouco a mulher vem alcançando lugar de destaque no campo profissional, se tornando empoderada, mesmo que ainda existam diferenças salariais entre homens e mulheres que exercem as mesmas funções.
O simples fato da mulher se reconhecer como um sujeito de iguais direitos já a torna empoderada, uma vez que, dificilmente, aceitará relações de submissão.
O movimento do empoderamento feminino tornou a mulher naturalmente mais segura ao se expressar, deixou ela mais consciente de seus sentimentos, estima, força e poder de decisão.
O empoderamento feminino amplia as relações pessoais e sociais da mulher, eleva sua autoconfiança e tem impacto positivo em seu convívio na sociedade. Sob essa ótica, com mulheres empoderadas a tendência é de que tenhamos uma sociedade mais justa, com igualdade entre o homem e a mulher, em mesmos direitos e oportunidades.
As barreiras que impediam a ascensão profissional feminina foram significativamente rompidas. Nos dias de hoje, a mulher ainda enfrenta adversidades no mundo corporativo, como diferença salarial, mas a verdade é que muitas mulheres já ocupam cargos de chefia e liderança.
Nesse sentido, a guinada no papel social da mulher impacta em diversas áreas. Isso se reflete não apenas nas relações de trabalhos, mas fundamentalmente no relacionamento com o homem e sociedade de modo geral.
Por fim, ainda é difícil para alguns homens reconhecerem o espaço da mulher, que antes ocupavam de maneira exclusiva e absoluta. Cabe toda sociedade a propagação de que homens e mulheres são verdadeiramente iguais em direitos e deveres, portanto, merecem respeito e reconhecimento, por suas atuações.
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Pós-graduada em Direito Processual Civil e Direito Civil pela Rede de Ensino LFG, Direito Ambiental pela Rede de Ensino Pretorium. Pós-graduada em Direito de Família pela Rede de Ensino Damásio.
Atua principalmente em demandas que envolvam Direito de Família, foco em divórcio consensual e litigioso.
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