Saiba o que fazer imediatamente ao sofrer um bloqueio judicial na conta da sua empresa
Você tenta pagar um fornecedor ou a folha de salários e descobre que sua conta sofreu um bloqueio judicial. O pânico é instantâneo. O fluxo de caixa, que é o oxigênio de qualquer negócio, foi subitamente cortado. Antes de mais nada, respire, embora a situação seja crítica, existem estratégias jurídicas para reverter esse bloqueio judicial e proteger seu negócio.
Antes de mais nada, respire. Embora a situação seja crítica, ela não significa o fim da linha. Existem procedimentos e estratégias jurídicas para reverter ou, no mínimo, mitigar esse bloqueio. Este artigo é um guia de primeiros socorros para que você entenda o que aconteceu e quais os próximos passos a serem tomados com máxima urgência.
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Um bloqueio judicial não acontece do nada. Ele geralmente ocorre na fase de execução de um processo (trabalhista, cível ou fiscal), que é quando a empresa já foi condenada a pagar uma dívida e não o fez voluntariamente no prazo.
Para efetivar a cobrança, o juiz utiliza uma poderosa ferramenta chamada SISBAJUD. Esse sistema permite que o magistrado rastreie e ordene o bloqueio de valores diretamente nas contas bancárias da empresa de forma quase instantânea, sem aviso prévio.
O tempo é seu recurso mais valioso e escasso neste momento. Agir de forma rápida e correta é crucial.
O primeiro passo é descobrir de onde veio a ordem. Contate imediatamente o gerente da sua conta bancária e solicite as informações essenciais:
Número do processo;
Vara (ou Comarca) que emitiu a ordem;
Valor exato que foi bloqueado.
Sem esses dados, seu advogado não pode começar a trabalhar.
O impulso de sacar o dinheiro restante ou transferir valores para outras contas é compreensível, mas é um erro fatal. Tais atitudes podem ser interpretadas pela Justiça como “fraude à execução“, um ato que agrava drasticamente a situação, gerando multas e consequências ainda mais severas para a empresa e para os sócios.
Com as informações do processo em mãos, fale com um advogado especialista sem demora. Apenas um profissional pode acessar os autos, entender os detalhes da dívida, verificar a legalidade do bloqueio e protocolar a defesa. O prazo legal para se manifestar contra o bloqueio é curtíssimo, geralmente de apenas 5 dias úteis. Cada hora perdida diminui as chances de sucesso.
Após analisar o caso, um advogado especialista pode adotar diversas estratégias para liberar os valores e restaurar seu fluxo de caixa. As mais comuns são:
Alegar excesso de penhora: Se o valor bloqueado for muito superior ao da dívida, o advogado pode pedir a liberação imediata do excedente.
Argumentar a impenhorabilidade: A lei protege certos valores, como aqueles comprovadamente destinados ao pagamento da folha de salários. Um advogado pode usar essa tese para tentar liberar montantes específicos.
Substituir a penhora por outra garantia: Uma das estratégias mais eficazes é oferecer outro bem para garantir a dívida (imóveis, veículos) ou contratar um seguro-garantia judicial. Isso libera o capital de giro, que é vital para a operação.
Apontar nulidades processuais: Um advogado experiente pode identificar falhas graves no processo (como uma citação incorreta no passado) que podem levar à anulação de toda a execução e, consequentemente, à invalidação do bloqueio.
Um bloqueio judicial raramente é um raio em céu azul. Ele é o estágio final e mais doloroso de um problema jurídico que não foi tratado com a devida atenção em suas fases iniciais. A situação de hoje serve como um alerta duro: a melhor forma de proteger o fluxo de caixa da sua empresa é através da advocacia preventiva e do acompanhamento processual constante, para que você nunca mais seja pego de surpresa.
O escritório Sereno Advogados possui uma equipe especializada em execução e defesa empresarial, atuando de forma estratégica para proteger os interesses do seu negócio. O conteúdo deste artigo é informativo e não substitui uma consulta jurídica.
Se você precisa de um diagnóstico aprofundado para o seu caso, procure ajuda de um especialista.
Possui Pós Graduação em Advocacia Trabalhista, pela Rede de Ensino LFG. Atua principalmente na área de Direito do Trabalho há 10 anos.
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