Notícias
Atualizado em:

PAIS SEPARADOS E FILHOS SAUDÁVEIS

Compartilhar nas Redes Sociais


Pais separados

PAIS SEPARADOS no sofá

A princípio, os filhos de pais separados acham que estão vivenciando uma tragédia, onde é impossível não gerar nenhum trauma. Será possível uma separação sem traumas para os filhos? Leia o nosso post.

Diferente do que se possa imaginar, é possível uma separação sem traumas, assim como é possível que os filhos compreendam que foi melhor assim, para toda a família.

Eu acredito nisso, e posso exemplificar com minha própria história.

Quando me divorciei, há 15 (quinze) anos atrás, meus filhos tinham apenas 15 e 10 anos. Desde então, busco as melhores alternativas para divórcios sem traumas.

Na minha experiência, as soluções consensuais, como a Conciliação e a Mediação familiar, são meios bastante eficientes.

Na busca de tornar o divórcio menos traumático, o acordo efetuado sem a presença do juiz é uma alternativa muito válida.

As soluções consensuais possibilitam aos pais separados chegarem a decisões mutuamente satisfatórias, e com redução significativa dos traumas.

A realização de acordos evita todo o desgaste do processo de divórcio, tanto aos casais e quanto aos filhos. que perpassam por infindáveis discussões judiciais. Descubra o que é divórcio perante a lei, clique aqui para ler.

Cabe esclarecer que, evitando-se as brigas entre o casal, os traumas decorrentes do fim de uma relação conjugal são menores entre membros da família.

O processo judicial é o maior causador de danos entre casais, e por via direta aos filhos de pais separados.

Resolver problemas conjugais fora do Judiciário evita ofensas pessoais durante o processo de divórcio, enfraquecendo um possível clima de competição (perde e ganha).

É preciso que o casal saiba lidar com suas diferenças, mostrando-se seguros e lúcidos sobre suas decisões.

Isso torna mais fácil compreender o fim do relacionamento, o que certamente será melhor assimilado pelos filhos de “pais separados”.

O advogado exerce um papel de suma importância quando o casal deseja enfrentar o divórcio, principalmente quando se têm filhos.

Assim, o advogado é quem irá orientar o casal a seguir um caminho menos traumático, além de ser alguém de fora do convívio familiar.

É certo que a relação chegou ao fim, mas que a relação dos pais separados com os filhos continuará sendo a mesma.

Veja no vídeo da psicóloga Dani Rita, sobre como uma criança se sente em relação à separação dos pais.

Divulgação: Youtube

Dessa forma, o importante é que que os filhos sintam-se amados, independentemente dos pais morarem no mesmo lar.

É claro que deve ser respeitada as emoções, visíveis quando existe o rompimento de um relacionamento.

Entretanto, os pais devem observar seus próprios sentimentos para assim poder ajudar os seus filhos a fazerem o mesmo.

A principal mudança de postura no momento do divórcio ocorre quando o casal respeitando a saúde mental dos filhos.

A experiência do advogado auxilia bastante no diálogo entre o casal.

Quando os pais separados buscam resolver suas mágoas e raivas sem envolver seus filhos, há um grande avanço no equilíbrio emocional familiar.

Clique aqui para ver sobre as possíveis soluções para um rompimento familiar.

O oposto é extremamente nocivo, acontece quando pais separados desequilibrados usam seus filhos como meio para atingir um ao outro.

Resguardar a cabeça de crianças indefesas deve ser o maior objetivo dos pais separados, principalmente se a separação for recente.

Quando a separação é recente, os filhos também estão fragilizados pelo momento da separação.

Se os pais separados deixarem transparecer raiva ou mágoa do outro na frente dos filhos, essa atitude poderá deixá-los aflitos.

Porém, pode acontecer ainda pior: os filhos se sentirem culpados pela briga dos pais, como se fosse a origem do desentendimento.

Não raro, o casal transmite o seu sofrimento com o processo de separação para os filhos, crianças ou adolescentes, muitas vezes ainda sem estrutura psicológica e emocional.

É também bastante comum os filhos de pais separados virarem confidentes dos problemas do pai ou da mãe.

Em regra, os filhos ainda não compreendem a sua própria dor e, muito menos, os problemas dos adultos.

O advogado também deve possuir a sensibilidade para entender a fragilidade do momento.

O primeiro passo para os pais separados é explicar aos filhos que morar em casas separadas não atinge a relação.

Ao falarem com a criança sobre o assunto, os pais precisam demonstrar muito amor e carinho para ela se sentir amada e protegida.

Apesar de ser momento difícil para toda a família, pode ser amenizado com atitudes que ofereçam maior segurança emocional ao filho.

Demonstrar companheirismo e reafirmar a aproximação em todos os momentos de sua vida é o que o filho precisa ouvir.

Deve-se deixar claro que família feliz não é aquela que preserva o matrimônio acima de tudo.

Também importante afastar o pensamento que filhos de pais separados serão pessoas problemáticas.

A tristeza causada pela separação dos pais não “cria” necessariamente pessoas problemáticas. Tal assertiva não passa de uma crendice popular.

A título de exemplo, posso citar meus filhos , que possuem uma convivência harmônica com as pessoas com as quais convivem, principalmente os pais.

Portanto, se a separação é nociva para o filho de pais separados, a manutenção de uma relação infeliz é muito mais prejudicial à saúde física e mental da criança, principalmente quando há hostilidade e agressividade entre si.

Assim, vivendo em um ambiente hostil, a criança pode acreditar que os problemas somente podem ser resolvidos com brigas.

Em tais situações, não restam dúvidas que a separação dos pais é a solução mais adequada para preservar a família.

O importante é que o filho de pais separados tenha os seus pais como ponto de referência, seu “Porto Seguro”.

A confiança que os filhos depositam nos pais é essencial para blindá-los de informações desagradáveis sem que sofram um grande abalo.

O amor exercitado é o que nutrirá o bom relacionamento dos filhos com os pais separados antes, durante e após o divórcio.

Dessa forma, o ideal é manter a maturidade de maneira pacífica e respeitosa, assumindo a responsabilidade pela estabilidade dos filhos.

O modo como cada criança se ajustará à separação depende diretamente de como os pais lidam com o fato.

Será que o divórcio é a melhor opção para os filhos, descubra clicando aqui.

Ademais, a criança não deve ficar alheia as informações do divórcio, podendo ser informada de forma adequada a sua idade.

Importante conversar com um advogado sobre as informações do divórcio e a melhor forma de comunicá-las.

Dependendo do caso, um apoio psicológico também pode ser de grande auxílio.

Os pais podem, assim, evitar entrar em detalhes do divórcio para não confundir a cabeça dos filhos.

É fundamental lembrar sempre os filhos de que eles não são os culpados pela separação. Essa informação poderá ser essencial para o desenvolvimento saudável das crianças.

O mais importante é que os filhos de pais separados sempre terão os pais ao lado. As crianças sempre poderão contar com seus pais.

Para saber mais sobre o assunto, não deixe de dar uma olhada no nosso artigo “O divórcio pode ser a melhor opção para os filhos?”, disponível no link https://serenoadvogados.adv.br/divorcio-melhor-opcao-para-filhos/.

Ficou com alguma dúvida? Também pode comentar aqui!


+ LEIA TAMBÉM:


Se você possui interesse em falar diretamente com um especialista, clique aqui.

Gostou do texto e quer saber mais sobre o assunto? Pois baixe nosso E-Book e siga nossas redes sociais.

pais separados

VOLTAR

Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 08:00h às 12:00h - 14:00h às 18:00h